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Nossos dois mundos são um só
Vivo num mundo que é radioso, e todovia é escuro, é ensolarado e ao mesmo tempo é frio.
Em meu mundo eu rio, mas vocês não riem comigo.
Vocês provavelmente já me viram na rua, em uma loja, ou num parque infantil. Gosto do barulho e da excitação da cidade grande, do cheiro dos alimenos nas lojas, do alegre som das risadas e brincadeiras no parque onde brinco. Sou assim tão diferente?
Minha época de ano perdileta é o Natal. Gosto do suspanse, dos embrulhos debaixo da árvore, das converças sobre o Pai Natal, do silêncio calmo dentro da igreja- tudo isso tem um significado muito especial para mim. É isso ser diferente?
Vocês já criaram alguma coisa com as próprias mãos - estatuetas de argila. cartões de aniversário, bonecas? Eu já. Minhas mãos são a minha vida, elas são a minha própria respiraçãoe o encorajamento que recevo é a força diária que consigo. É isso ser diferente?
Qual o tamanho do mundo? Vosse já viu o mundo? Eu já vi.
Meu mundo é pequeno, não é grande. Ele é florescente, não enfraquecido, e é um mundo de paz, não um mundo de guerra. Por que vejo o mundo de modo diferente de voçês?
Vocês dizem que sou diferente, vocês me chamam de uma pessoa limitada, com problemas e incapaz, mas a limitação, o problema e a incapacidade, pode estar na sua recusa eguísta de reconhecer que eu, também eu, sou parte do nosso mundo.
Faye, ultimo ano da escola secundária - EEUU- síndrome down
tradução de Maria Amélia Vampré Xaxier-APAE SP
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